Todos nós estamos em
busca de felicidade e satisfação, seja no âmbito pessoal, no ambiente familiar,
na carreira profissional, no convívio social ou em qualquer outro aspecto de
nossas vidas. Essa é uma característica natural de qualquer ser humano.
Precisamos estar bem com nós mesmos, sentir que somos capazes. É a motivação
que nos encoraja a fazer qualquer atividade em nosso dia a dia.
Você é realizado em
sua vida? Está feliz no ambiente onde trabalha? Esta satisfeito com seus
colegas? Sente prazer em sua carreira profissional ou nota que algo precisa
mudar?
As respostas para
essas perguntas já definem o grau de motivação ou desmotivação em que você se
encontra.
Ninguém gosta de
trabalhar estando infeliz ou insatisfeito. Quando estamos desmotivados, não
temos vontade de executar nossas tarefas, o dia parece interminável, nos
sentimos inferiores aos outros e nossa autoestima vai lá pra baixo. Tudo isso
gera um grande desgaste e baixo rendimento.
Abraham Maslow,
um famoso psicólogo americano, entendia a motivação humana como uma pirâmide
hierárquica de cinco necessidades:
1. Necessidades
básicas: na base da pirâmide se encontram as necessidades fundamentais, aquelas
que precisamos para sobreviver como comer, dormir ou respirar;
2. Necessidades de
segurança: no 2° degrau estão as necessidades de estabilidade. Quem não almeja
uma vida estável, um emprego, uma casa segura, um plano de saúde, não é?
3. Necessidades
afetivas: no próximo degrau da pirâmide está a necessidade de aceitação.
Desejamos ser amados e acolhidos, ansiamos por fazer parte de um grupo ou
equipe, de ter amigos ou alguém especial ao nosso lado.
4. Necessidade de
autoestima: no 4° degrau está a necessidade de reconhecimento pelo que fazemos.
5. Necessidades de
autorealização: no topo da pirâmide se encontra aquilo que buscamos ter ou
realizar.
Segundo a pirâmide
de Maslow, as pessoas necessitam preencher um degrau de cada
vez, ou seja, as necessidades básicas devem ser saciadas primeiro, antes de
subir ao nível mais alto como a autorealização.
Uma vez que as
necessidades básicas são preenchidas, a tendência natural de todos é querer se
manter, estar “seguro” para então se socializar e pertencer a grupos. Todos nós
precisamos de pessoas a nossa volta (família, amigos, relacionamentos e etc)
para criarmos vínculos afetivos. Quando essa necessidade não é atendida, as
pessoas ficam mais sujeitas à solidão, isolamento e até mesmo à depressão.
Ninguém gosta de
ficar só. Do que adiantaria conquistar grandes coisas, o emprego dos sonhos,
sucesso e uma vida feliz se não houver pessoas com quem compartilhar esses
momentos?
Após todas essas
necessidades serem atendidas, surge a vontade de reconhecimento e valorização.
Esta, quando não sanada, propicia a inferioridade e baixa autoestima.
Agora alcançamos o
topo da pirâmide. A última necessidade proposta por Maslow está ligada à
motivação que leva cada um a agir.
Essa separação de
necessidades defendida por Maslow possibilita entendermos como funciona o
comportamento humano, que não visa somente sobrevivência e segurança, mas
também crescimento e evolução.
Na prática, o que
isso significa?
São as necessidades
humanas que geram em nós a motivação necessária para agirmos, despertando o
melhor de nós. Um profissional motivado tem um rendimento melhor, executa suas
tarefas com afinco e espelha outros colaboradores a produzir da mesma maneira,
contribuindo com resultados mais satisfatórios para a organização.
Quando motivados, os
profissionais, mesmo em situações de conflito ou desafio, conseguem focar no
positivo, refletindo sobre seus pontos de melhoria e buscando sempre o
aperfeiçoamento. Tudo isso gera um bem estar e uma satisfação que se espalha
para outras áreas.
Chefes, líderes e
gestores devem ficar atentos a essas questões e sempre procurar motivar e
desenvolver seus funcionários, proporcionando: um ambiente harmonioso onde cada
um possa ampliar seu potencial máximo; capacitação profissional, para que cada
colaborador esteja em constante crescimento; propondo novos desafios que
inspirem e instiguem cada um a se superar, mostrando o potencial infinito que
cada um possui; um bom salário de acordo com o cargo ocupado e principalmente,
reconhecimento, para que cada colaborador se sinta importante como parte do
todo e reconheça seu valor.
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