Sabedoria e competência são
coisas distintas. Uma pessoa competente não é necessariamente uma pessoa sábia
(vice-versa). A confusão acontece por causa da seguinte definição de sabedoria:
“saber como fazer”, mas sabedoria é
“saber o que fazer”. A competência reside no plano prático, ao passo que a
sabedoria reside no plano filosófico. Uma pode estar próxima a outra. Mas não
duas ocupam o mesmo espaço.
Assim quando falamos em
competência dentro da lei da sabedoria, queremos ir um degrau além; saber viver
é sabedoria, assim como saber trabalhar bem é ser competente.
A competência exige inteligência
e habilidade, “sabedorias” bem específicas no sentido de “saber trabalhar”,
faze um serviço caprichado ou um produto de qualidade.
Não basta trabalhar, é preciso
trabalhar corretamente: ser eficaz, fazer um trabalho bem feito e de
resultados. Ninguém suporta um serviço porco, sem apuro e em descumprimento das
normas técnicas. Também não é inteligente “ficar enxugando gelo”, ou seja,
realizar um trabalho inútil, que não dá qualquer retorno. Nosso objetivo deve
ser de realizar nossas tarefas de forma mais segura, eficiente e produtiva possível.
Há vários exemplos de
profissionais ruins, como o incompetente, que não sabe como trabalhar, e o
preguiçoso, que até pode saber fazer, mas não quer se esforçar. Um erro comum é
tentar se livrar de qualquer forma da tarefa, deixando para o chefe ou para
algum colega o encargo de consertar ou refazer o trabalho.
A combinação de
sabedoria+trabalho torna a pessoa um tipo raro de profissional, o que lhe dá
uma grande vantagem competitiva.
Existe um grau de maestria que
algumas pessoas desenvolvem, tornando-se exímias no que fazem. Várias
expressões estrangeira são empregadas com frequência no mundo dos negócios para
transmitir essa ideia: expertise,
savoir-fair, good will, know-how
etc.
É aquela história de cozinheira
que “sabe como mexer a colher” Não adianta dar uma receita de bolo para uma
pessoa se ela não tem um mínimo de intimidade com a cozinha. Assim como se você
deixar uma mula em uma loja de cristais, quanto mais motivada e trabalhadora
ela for, pior.
Já deixamos para trás a fase em
que bastava ter energia e disposição. Estamos tratando agora de produtividade,
qualidade e eficácia. Precisamos de resultados.
Quem sabe exercer bem seu ofício,
mais cedo ou mais tarde, se destacará, ou nada vai acontecer. A tendência será
continuar no mesmo lugar, “marcando passo”, correndo o risco de ir de mal a
pior.
Portanto seja hábil, perito,
diligente... vai melhorar de vida. É a regra! E é simples assim: seja muito bom
naquilo que faz.
“Dois homens olham pela mesma janela. Um vê a lama. O outro vê as
estrelas” Frederich Langbridge
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