terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sabedoria e Competência

Sabedoria e competência são coisas distintas. Uma pessoa competente não é necessariamente uma pessoa sábia (vice-versa). A confusão acontece por causa da seguinte definição de sabedoria: “saber como fazer”,  mas sabedoria é “saber o que fazer”. A competência reside no plano prático, ao passo que a sabedoria reside no plano filosófico. Uma pode estar próxima a outra. Mas não duas ocupam o mesmo espaço.
Assim quando falamos em competência dentro da lei da sabedoria, queremos ir um degrau além; saber viver é sabedoria, assim como saber trabalhar bem é ser competente.
A competência exige inteligência e habilidade, “sabedorias” bem específicas no sentido de “saber trabalhar”, faze um serviço caprichado ou um produto de qualidade.
Não basta trabalhar, é preciso trabalhar corretamente: ser eficaz, fazer um trabalho bem feito e de resultados. Ninguém suporta um serviço porco, sem apuro e em descumprimento das normas técnicas. Também não é inteligente “ficar enxugando gelo”, ou seja, realizar um trabalho inútil, que não dá qualquer retorno. Nosso objetivo deve ser de realizar nossas tarefas de forma mais segura, eficiente e produtiva possível.
Há vários exemplos de profissionais ruins, como o incompetente, que não sabe como trabalhar, e o preguiçoso, que até pode saber fazer, mas não quer se esforçar. Um erro comum é tentar se livrar de qualquer forma da tarefa, deixando para o chefe ou para algum colega o encargo de consertar ou refazer o trabalho.
A combinação de sabedoria+trabalho torna a pessoa um tipo raro de profissional, o que lhe dá uma grande vantagem competitiva.
Existe um grau de maestria que algumas pessoas desenvolvem, tornando-se exímias no que fazem. Várias expressões estrangeira são empregadas com frequência no mundo dos negócios para transmitir essa ideia: expertise, savoir-fair,  good will, know-how etc.
É aquela história de cozinheira que “sabe como mexer a colher” Não adianta dar uma receita de bolo para uma pessoa se ela não tem um mínimo de intimidade com a cozinha. Assim como se você deixar uma mula em uma loja de cristais, quanto mais motivada e trabalhadora ela for, pior.
Já deixamos para trás a fase em que bastava ter energia e disposição. Estamos tratando agora de produtividade, qualidade e eficácia. Precisamos de resultados.
Quem sabe exercer bem seu ofício, mais cedo ou mais tarde, se destacará, ou nada vai acontecer. A tendência será continuar no mesmo lugar, “marcando passo”, correndo o risco de ir de mal a pior.
Portanto seja hábil, perito, diligente... vai melhorar de vida. É a regra! E é simples assim: seja muito bom naquilo que faz.


“Dois homens olham pela mesma janela. Um vê a lama. O outro vê as estrelas” Frederich Langbridge

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